jeudi 28 mai 2009


Nocturnos d’Ineses

No lugar do rosto, uma noite antiga.

Qual é a boca que me come?

Sou uma espuma que sai da boca do mar.

Sobre o corpo d’Inez, Deus fragmenta a eternidade.

Voltarei com o mar nos braços

para lhe lavar o corpo

e devolver-lhe o rosto mordido pelo cao.

Inez, cénicamente ressuscitada

existe na mascara que me oculta.

Somos multiplos continuamente.

Embalo o vestido, lanço os dados

e ninguém me ouve.

O cao da Rainha é fiel e feroz.

LM, 09

1 commentaire:

Vieira Calado a dit…

Gostei bastante deste poema.

Tem qualquer coisa de misterioso.

Bonne nuit.